sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alstroemeria psittacina "Royal Star"


                            Essa herbácea perene era, até há pouco tempo, conhecida como Alstroemeria psittacina "Variegata" é um pouco diferente das variedades vendidas atualmente como flor de corte. Essa variedade japonesa desenvolvida à partir da espécie origina nativa do Brasil, cresce e floresce no inverno, formando touceiras de até 40cm de altura e 90cm de diâmetro, com folhas verde-acinzentadas, margeadas irregularmente de branco amarelado e flores tubulares numa estranha mistura de vermelho e verde com marcas marrons.



                          Depois do florescimento, que dura até a primavera, ela entra em repouso no verão, podendo ser então reproduzida por divisão de touceiras, mas também reproduzindo-se facilmente através de sementes. Em alguns lugares semeia-se espontaneamente, devendo ser controlada. Prefere solos ácidos, ricos em matéria orgânica e com boa drenagem, umidade constante, mas não encharcamento e locais com boa iluminação, mas protegida do sol pleno. No jardim formam bonitos canteiros, dando um pouco de variegação ao jardim, mas também ficam muito bem em vasos. São apreciadas por lesmas e caramujos devendo ser inspecionadas regularmente.


                                  O gênero Alstroemeria é dedicado ao botânico-naturalista sueco Claus Alstromer (1736-1796). Também é conhecida como Lírio-papagaio, Pena de papagaio (França) e Lírio peruano, Lírio dos Incas  ou Lírio princesa (Inglaterra).
                               Tóxica, sua seiva pode provocar alergia por conter tulipalina A, uma substância presente em numerosas liliáceas (tulipas, fritilárias) e que provoca em algumas pessoas dermatites de contato ou dermatoses, sendo bem conhecidas em países produtores (Holanda, espanha e Portugal).
                                        Tive essa planta na adolescência e depois passei anos procurando uma muda, mas não fui capaz de encontrá-la. Até que nossa querida amiga Edinalva de Curitiba nos presenteou-a!
                                        Na Nova Zelândia e Austrália tornou-se invasiva.

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